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25 de junho de 2012

Resenha: Dragon Ball #1 - Panini


[Esta resenha foi desenvolvida por mim e originalmente publicada no Jbox. Agradecimentos ao "Tio Cloud" pelas revisões e acréscimos. Para comentar, acesse-a via Jbox]

Dragon Ball, de Akira Toriyama, é com certeza um nome que todos conhecem aqui no Brasil. A primeira versão animada da série foi transmitida incompleta no Brasil em 1996 pelo SBT (somente os 60 primeiro capítulos foram ao ar),  e logo em seguida o Cartoon Networkcomeçou a transmitir a fase Z, em 1999. A partir daí, a série se popularizou e por muito tempo foi febre nacional – a Globo que o diga, por quase 10 anos sempre convocava Goku e cia para salvar a audiência de suas manhãs.

A história gira em torno de Goku e seus amigos, que em um primeiro momento viverão muitas aventuras cativantes e cômicas, seja para conquistar as esferas do dragão, derrotar o ladrão Yamcha, enfrentar o esquadrão Red Ribbon, treinar para o duelos de artes marciais etc. A todo instante nossos protagonistas terão um novo desafio.

Pegando carona nesse sucesso, a Conrad trouxe para o Brasil os quadrinhos da franquia. Lançado no Japão em 1984 e concluído em 1995, o mangá foi lançado por aqui em dezembro de 2000 em formato meio-tanko (aproximadamente 100 páginas, o equivalemte a mentado do mangá japonês) e tinha periodicidade quinzenal.


Na época, para aproveitar a exibição do anime na tv, a obra foi dividida aqui no em “Dragon Ball” e “Dragon Ball Z”, rendendo assim um total de 83 edições. Para se ter uma idéia do sucesso, o primeiro volume da fase Z vendeu mais de 100 mil exemplares, número astronômico considerando não apenas o mercado de mangás (que na época praticamente nem existia…), mas o de quadrinhos em geral.


Pouco tempo depois, em 2005, a mesma Conrad voltaria a explorar a marca e resolveu relançar a obra em Edição Definitiva (aquilo sim foi uma “edição especial”), ou, Kazenban, como é conhecido no Japão. Material extra, capítulos coloridos exclusivos, orelhas com os comentários do autor, contracapa colorida e mais de 200 páginas por edição em papel branquinho, branquinho… Um formato para ninguém botar defeito, mas isso só se ela fosse publicada por completo. Em 2011 a editora anunciou oficialmente o cancelamento não só da Edição Definitiva como o de todos os títulos da Shueisha que publicava a trancos e barrancos.


Com isso, muitos colecionadores ficaram a ver navios com apenas 16 edições lançadas das 34. No mesmo ano, em dezembro, a Panini anunciou a aquisição de Dragon BallOne Piece e outros.


Depois de meses de espera, Goku e cia voltaram às bancas, mas o formato infelizmente seria outro, tirando a esperança daqueles que esperavam a continuidade da edição definitiva pela editora. Tankobon, tamanho 13,7 x 20 cm, aproximadamente 192 páginas por edição em 42 volumes no total que serão lançados mensalmente se tudo ocorrer como o previsto pela editora.


O título desta vez não trouxe nada de especial, mas é uma nova oportunidade para colecionar a série do zero. Com o volume #2 indo para as bancas este mês, trago desta vez uma análise da versão Panini de Dragon Ball, me baseando na primeira edição.



Diferente de One PieceDragon Ball trouxe uma capa muito fiel a original japonesa. A primeira publicação pela Conrad trazia a imagem de capa de algum capítulo da edição, já que um volume era dividido em dois na primeira vez em que foi publicado. Temos também contracapa colorida com comentários tecidos pelo autor no primeiro volume encadernado de Dragon Ball no japão.

Um acabamento realmente muito bonito. De início  nota-se algumas páginas sombreadas que seriam as coloridas do mangá. Porém, nem mesmo o volume  japonês as trouxe dessa forma. As páginas coloridas saíram apenas na revista semanal Shounen Jump e no Kazenban(edição definitiva) . Nada que atrapalhe a leitura.

Outro ponto positivo é que a Panini não irá censurar o mangá – o que na realidade não é nada mais que a obrigação da editora. Em várias páginas é possível ver nossa querida Bulma da maneira que veio ao mundo. Quando Dragon Ball foi lançado em 2000 pela Conrad, a alegação era de que não era adequado mostrar esse tipo de conteúdo para a faixa que consumia o produto (?!).

No capítulo 6, Oolong se transforma em uma espécie de Robô gigante, que expressa o que está sentindo com um Kanji no peito. A todo instante em que o Kanji muda e a Panini traz logo abaixo do quadro o novo significado. Quando o Mestre Kame se apresenta pela primeira vez para Goku e Bulma, diz algumas palavras em inglês, que vem traduzidas logo abaixo, no mesmo balão,  em português.

O primeiro volume traz os 11 primeiros capítulos do mangá. A lombada desta edição dá início a uma imagem que será composta com o alinhamento das edições seguintes. Nesta temos um pedaço do Oolong.

Concluindo a edição, a  Panini nos traz a coleção de capas dos capítulos  e a seção de perguntas e respostas do 1°volume japonês da obra, além de um glossário de 3 páginas não só com termos (que vem juntamente com o número da página onde foram mencionados), como também a explicação de algumas situações que aconteceram no decorrer do mangá, como o sangramento nasal do Mestre Kame.


Conclusão: Vale sim a aquisição. A Panini fez um trabalho muito bom. Uma pena não trazer as páginas coloridas do material, mas isso provavelmente só poderia ser feito se a editora adotasse a mesma linha da antiga edição definitiva da Conrad, tendo em vista que até os japas ficaram com páginas sombreadas no encadernado original de lá.


Essa é uma oportunidade de colecionar o material em seu formato original e sem censura. Se tudo der certo, em outubro de 2015 você poderá estar concluindo sua coleção. =D
Carlos Moncken

19, carioca, colaborador do Jbox e nas horas vagas estudante universitário.
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