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5 de janeiro de 2013

Resenha: Beelzebub #1 - Editora Panini

Não arruma treta com o capeta





O não previsto Beelzebub desembarcou em 2012 no Brasil pela Panini e pegou a todos de surpresa por se tratar de um título grande (e da Shonen Jump).

Nele acompanhamos a história desse tal delinquente Oga Tatsumi e do capetinha Beel, pirralho do Grande Rei Demônio que devido a uma treta das grandes parou aqui na Terra para aprender a ser um cara mau e dar um fim nesse planetinha.

Sentiu? Pois a linguagem em Beelzebub é assim, bem descontraída e cheia de gírias, o que cai muito bem ao título.

O mangá de comédia e ação de Ryuhei Tamura é publicado desde 2009 na Shonen Jump.Possui atualmente 19 volumes encadernados, e no Brasil é publicado bimestralmente e o volume três já deve estar chegando às bancas.

Em 2011 Beelzebub ganhou uma versão animada, que foi concluída em março de 2012 com 60 episódios. Antes, em 2010, o mangá havia ganhado um OVA especial de 30 minutos.


Nesse volume inicial temos os sete primeiros capítulos do mangá e muitas aventuras de Beel, Oga, Hilda e Furuichi. Para se ter noção, só nesse inicio de Beelzebub, o quarteto terá que conter uma inundação causada pela bexiga do bebê demônio e derrotar o manda-chuva de uma das gangues de sua escola, Kanzaki.

Quanto a versão Panini, está muito boa. A contracapa acompanha freetalk do autor e ilustrações coloridas. Como dito anteriormente, as gírias no mangá vieram para somar ao universo do mangá.

E a Panini parece ter ficado expert em inovar nos seus avisos da ordem de leitura do mangá.Em 20th Century Boys tivemos uma mensagem do amigo, em Mad Love Chase uma recomendação da sensual secretária da história e em Beelzebub a babá maligna Hilda te avisa que é melhor "Não arrumar treta com o capeta" começando pelo lado errado.

E bem, como todo título Jump, nada de páginas coloridas nos encadernados, apenas na revista. Os japas parecem não entender que há uma enorme discrepância entre o nosso mercado e o deles de antologias semanais, ou então realmente não estão dispostos a liberá-las mesmo compreendendo tudo isso.

Estabelecer que elas serão publicadas apenas em kazenbans - edições definitivas - mesmo fora do Japão é pedir para que elas continuem limitadas a terra do sol nascente. Afinal, no nosso mercado já escutamos até editor dizer que mangá de luxo é inviável, afinal, não sairia por menos de 80 reais.

Mas pode ser também que as editoras não tenham poder para influenciar e estabelecer condições na hora de negociar os títulos, ou talvez até tenham, mas falte interesse. A Panini já conseguiu publicar uma contracapa com o personagem Pandaman no volume 38 de One Piece, um "mimo" exclusivo da versão brasileira. É pouco mas demonstra sim que certas coisas podem ser feitas, quebrando alguns tabus.


Voltando ao foco, Beelzebub é um mangá divertido, com um belo traço e prometendo uma história cheia de ação. Recomendado para todos os fãs de Shonen que desejam não só lutas como também uma boa comédia.

Arte: 9.5
História: 9
Versão da Editora:9

Nota Final: 9.2
Carlos Moncken

19, carioca, colaborador do Jbox e nas horas vagas estudante universitário.
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